Estava aqui na Zumo-caverna pensando em maldades quando chegou uma caixa do Amazon.com com uma coisa que eles disseram que iam me mandar e não é que eles mandaram mesmo? — Um leitor de ebooks Kindle Global Wireless!

Leia o post completo
Apple

Gadgets

Internet

Reviews

Zumo Indica

Home » Intel, Notí­cias, Tecnologia, hardware

Intel anuncia o Core i5 (e outros chips para mainstream)

Core_i5_box

Cumprindo algumas promessas de campanha, a Intel anunciou hoje (08/09) o lançamento oficial de seu novo processador Core i5 junto com novos Core i7 série 800 e Xeon série 3400. Com isso, a Intel finalmente entra de sola no segmento de PCs mainstream e servidores de entrada com sua microarquitetura Nehalem.

Conhecido pelo codinome Lynnfield,a grande diferença de seu irmão mais velho é o uso de um controlador de memória DDR3 de dois canais (Dual Channel) contra três do i7 da série 9xx e — por causa disso — ele adota um novo soquete LGA 1156 ou seja, esperem uma nova linhagem de placas-mãe baseadas no novo chipset P55 Express também anunciado hoje, como a DP55KG (ATX, abaixo)  e DP55SB (micro ATX).

DP55KG_lg

Assim, o pessoal de Santa Clara anunciou hoje três Lynnfield: o Core i7 870 de 2,93 GHz (~ 3,6 GHz no modo Turbo — US$ 562), o Core i7 860 de 2,8 Ghz (~ 3,46 GHz no modo Turbo — US$ 284) e o caçulinha Core i5 750 de 2,66 GHz (~ 3,2 GHz no modo Turbo — US$ 196). A grande diferença do Core i5 é que seus quatro núcleos não vem com o recurso de HyperThreading ativado, reduzindo o número de threads para 4.  Todos esses preços são unitários para lotes de mil peças.

De qualquer modo, o Amazon.com já colocou a versão de prateleira em pré-venda no seu site pela bagatela de US$ 250 e promessa de entrega dentro de 1 até 4 semanas. Mais informações sobre o Core i5 aqui e Core i7 aqui.

Core_i5_i7_compared_small

Além disso, a Intel também  anunciou seis novos processadores Xeon da série 3400 incluindo um parente do i5 sem hyper-threading (X3430) e outro de baixo consumo de energia (L3426).

Xeon_x3400

Desde o lançamento do Nehalem, a Intel adotou uma estratégia muito interessante de c0locar n0 mercado apenas os seus chips de melhor desempenho — caso dos Core i7 série 9 — com a intenção clara de derrubar o queixo da mídia e dos entusiastas construindo assim a imagem de que o Nehalem é um chip rápido pra dedéu.

Com esses novos lançamentos,  o pessoal de Santa Clara entra de sola no segmento de mainstream com um produto já prestigiado pelo mercado, mas ao mesmo tempo ele vai bater de frente com o Core 2 Duo/Quad, outra plataforma já bem consolidada no imaginário do consumidor. Ai surge a dúvida: valerá a pena investir num Core 2 Duo topo de linha ou num Core i5/i7 de entrada? (trabalho, trabalho, trabalho, brrrr…)

Com relação ao futuro, acredito que o próximos passos sejam os Nehalem para portáteis e a versão de dois núcleos com vídeo integrado, esse sim um conceito que pode realmente fazer barulho no mercado. Mas isso deve ser assunto para o próximo IDF 2009.

(Estaremos por lá, fiquem ligados!)

Ainda em tempo:

Por aqui, entre as empresas que se comprometeram e/ou já estão trabalhando para trazer produtos para baseados nos novos chips para o consumidor brasileiro são: Accept, CCE, Leadership, Megaware, Meoo PC. Fora isso, fabricantes como Gigabyte, MSI, ECS, Asus e Digitron também terão placas-mãe baseados na plataforma P55.



This website uses IntenseDebate comments, but they are not currently loaded because either your browser doesn't support JavaScript, or they didn't load fast enough.

9 comentários »

  • rodrigo verlaine says:

    PESSOAL ADOREI A MATÉRIA, PARABÉNS. VCS TERIAM COMO ME DAR UM APOIO? POIS TO COMPRANDO UM CORE I7 E GOSTARIA DE SABER COMO APLICAR A PASTA TÉRMICA NESTE PROCESSADOR, OBRIGADO.

  • Oi Rodrigo,

    Se você estiver montando um PC para uso geral e não ficar “overclocando” a torto e a direito, minha sugestão é que você compre a versão boxed do processador que já vem com o cooler original da Intel. Como ele já vem com uma etiqueta térmica (um material cor de rosa ou cinza com textura de borracha) colado na sua base, basta instalar o mesmo na placa-mãe e correr pra galera.

    Observe porém que tanto essa etiqueta quanto a pasta térmica só devem ser usada uma vez, ou seja, se você retirar o cooler do processador. Você deve remover todo o resíduo da etiqueta/pasta antiga e fazer uma nova aplicação de pasta térmica.

    [ ]s

    Mário

  • Anderson says:

    Essa é a velha Intel, de um lado vem a inovação (a nova safra de processadores) e o do outro a chateação (mais um novo soquete…)

    Desse jeito, a história da preservação do investimento que eles, direta ou indiretamente comentam, vai pelo ralo.

    Mas essa é a Intel, eles podem. Não sei até quando, mas eles ainda podem!

  • Oi Anderson,

    Vc tem razão com relação ao soquete.

    Mas cá entre nós, a AMD também faz isso a anos, desde o primeiro Athlon 64 com soquete 754 e depois disso veio o 939, o AM2, AM2+, AM3…

    E cá entre nós(II): Fora os entusiastas, gamers e outros tipos de early adopters, quem é que ainda faz upgrade de processador?

    [ ]s

    M.

  • Lucas says:

    Conhecido pelo codinome Lynnfield,a grande diferença de seu irmão mais velho é o uso de um controlador de memória DDR2 de dois canais (Dual Channel) contra três do i7 da série 9xx

    Acho que no trecho acima há um pequeno erro, não!?
    A memoria utilizada por todos os processadores é DDR3, e não DDR2.

    Ou eu é que estou confundindo controladora de memoria “interna” do processador, com as memorias que serão utilizadas na placa mãe????

  • Walter Mercado says:

    @Anderson e Nagano
    A diferença é que a AMD até conseguiu criar um caminho de upgrade decente entre AM2, AM2+ e AM3.

    O problema da Intel nem foi alterar o soquete, foi manter o mesmo soquete (775), enquanto os fabricantes de placa nem se deram ao trabalho de atualizar suas BIOS para compatibilidade com processadores mais novos. (em alguns casos, a necessidade de aumentar a velocidade de barramento excluiu modelos de chipsets antigos).

    A família promete bastante. Pena que a nomenclatura das próximas gerações parece que vai ser confusa…
    A dúvida da pergunta levantada só depende das necessidades do usuário, se os programas que usa aproveitam o multiprocessamento, acho deve valer a pena ir de Lynnfield (antes mesmo de levar em consideração o turbo mode).

  • Oi Walter,

    Sim, sim concordo com seu ponto de vista, mas isso não anula o fato da AMD ter criado o conceito de “chip novo, placa-mãe nova”. Mas esse foi o preço a ser pago pelo avanço (ainda mais acelerado) da tecnologia.

    Então Lucas,

    Vc tem razão, escrevi essa nota de madrugada meio dormindo (3:00~4:00 AM) e esse erro passou batido. Sorry.

    [ ]s

    M.

  • Dodo says:

    @Nagano San

    Não sei quem criou a moda mas até onde lembro, a Intel teve Socket7 / Slot1 / 370 / 423 / 478 / 775 / 1366 e agora 1156 – isto sem contar as versões p/ servidores. A AMD teve Socket7 / SlotA / SocketA (462) / 754 / 939 / AM2 * AM2+ e AM3 – também c/ algumas variantes p/ servidores.
    Algumas mudanças de tecnologia são drásticas e justificam a mudança, por exemplo, controlador de memória no chipset ou na CPU enquanto outras ninguém me convence que são puramente mercadológicas (ou não poderia existir adaptadores de 423/478, entre outros).

    O problema é que a mudança é tão rápida que não dá tempo de fazer nenhum upgrade. Hoje em dia, upgrade significa trocar CPU, placa-mãe, placa de vídeo, memória e até a fonte. Qualquer dia o lobby chegará ao mouse / teclado, com conectores diferentes dos DIN, PS/2, USB. Minha máquina é um AMD64 / 939 de 1,8GHz c/ vídeo AGP e quando decidi trocar a CPU, já não existia mais o X2 p/ socket 939. Agora que preciso de mais processamento, tenho de trocar tudo…

    []’s

  • Anderson says:

    Olha,

    puxando um pouco pela memória (ou vaga lembrança…), creio que o único soquete que realmente fez valer a idéia da preservação do investimento foi o Soquete 7. Depois dele, foi uma salada.

    Vários fabricantes que davam suporte ao K6-II com FSB de 100MHZ chamavam o Soquete 7 de Super 7, evidentemente por questões de MKT.

    Claro que havia um nome pomposo para esse ato de respeito ao investimento do usuário: retrocompatibilidade.

    A cada ano a Intel tem uma palavra de ordem, ou melhor, adjetivo. Me lembro que um ano foi “capilaridade”. Tudo que a turma da Intel falava tinha “capilaridade” no meio, fosse assunto técnico ou comercial.

    No caso da geração de soquetes AM, para mim ela é a mais obscura da AMD, pois há placas AM2+ que suportam CPUs AM3, e placas AM3 que NÃO suportam as AM2+. Para mim ficou um tanto confuso.

Deixe seu comentário

Link para trackback deste post. Também dá para assinar os comentários via RSS.

Jogue limpo, não faça spam, não alimente os trolls.

Você pode usar estas tags:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Este blog usa avatares do Gravatar. Para ter o seu, registre se em Gravatar.