Gadget do dia: Void Cube

Nesses últimos anos temos visto um “revival” do bom velho Cubo Mágico, um das maiores manias munidiais vinda de um país comunista em plena guerra fria (o outro foi o videogame Tetris, do russo Alexey Pajitnov que, por sinal tem uma, história muuuito interessante*).
O interessante é ver que desde seu surgimento na década de 70, esse engenhoso brinquedo transformou-se num ícone cultural, e mesmo o quebra-cabeça em si evoluiu para uma grande família de produtos, incluindo alguns itens bem sádicos como o cubo 5 x 5 ou invenções caseiras como o Cubo Mágico Siamês.
No mundo virtual existem diversos joguinhos on-line, entre eles o hypercubo mágico de quatro dimensões e que só existe no mundo virtual. O meu favorito é o Executive self-esteem Cube ou Idiot’s Cube — um cubo mágico com a mesma cor em todas as faces.
No início desse ano, a empresa Gentosha Toys lançou uma nova releitura do cubo — o Void Cube — uma versão sem o elemento central. (Não confudir com o Rubik’s Revolution).

Criado pelo designer Katsuhiro Okamoto, a resolução desse quebra-cabeças segue a mesma receita do cubo original, com a vantagem do jogador não ter que se preocupar com a cor central, o que pode facilitar um pouco as coisas (acho eu). By the way, outro cubo bizarro, o Ruibik’s Mirror Blocks também parece ter sido bolado por outro japonês — Hidetoshi Takeji.
O brinquedo custa em torno de 1.050 ienes (~ R$ 26) e pode ser encontrado no Amazon.co.jp, assim como o Mirror Blocks.
* Em 1994, a BBC produziu um excelente documentário intitulado Tetris: From Russia With Love que conta toda a saga de como um produto valiosíssimo vindo de um sistema político onde não existia “direito autoral” chegou ao mundo capitalista.
Ele pode ser encontrado para download (vocês sabem aonde) <wink!> <wink!>.


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