Review: Nokia N95 x N95 8 GB
Já¡ faz mais de um ano que o Nokia N95 foi lançado, e continua sendo um aparelho que ainda vale o investimento (graças às atualizações de firmware e instalação de novos aplicativos). Mas, como fabricante de telefone não vive de um sucesso apenas (quer dizer, tem uns que tentam), o N95 ganhou uma nova versão com muitas melhorias, entre elas uma tela maior, mais armazenamento (8 GB internos em memória Flash) e pequenas mudanças estéticas.
Lado a lado, dá para ver as primeiras diferenças entre os dois modelos. O N95 8 GB tem tela maior de 2,8″, contra 2,6″ do original. O tamanho das teclas também mudou, e a marca Nokia aparece maior no modelo de 8 GB.
Ao abrir o slider para a direita, o menu multimídia também mudou. Agora – como no N82, por exemplo – esse menu se alterna com música, mapas, vídeos etc com os últimos arquivos modificados. No N95 original, era apenas um menu que dava acesso rápido aos aplicativos. O sensor de movimento passa a funcionar direito no N95 8 GB. Antes, era preciso abrir o slider com os controles multimídia para girar a tela. Agora, basta apenas virar o aparelho.
Os controles laterais (para mim, a maior inutilidade do N95, nunca usei esses comandos) tiveram algumas mudanças estéticas, como se pode ver acima.
Mas se até então as mudanças eram estéticas, na bateria agora a funcionalidade muda bastante. À esquerda, a bateria do 8 GB ao lado da bateria original. Aqui sim a diferença é perceptível pelo usuário. Um dia de navegação ocasional na web mais uma hora e meia de música e poucas ligações esgotam a bateria do N95 original até o fim da tarde.
Isso não ocorre no modelo de 8 GB, que demora mais para começar a pedir por recarga. Na prática, é uma bateria de 950mAH versus uma mais poderosa de 1.200mAH. Nesse quesito, o N95 8 GB é realmente uma evolução em relação ao modelo original (e não, as baterias não são compatíveis entre um e outro aparelho).
Ainda olhando os dois modelos por trás, outras modificações à vista;
O N95 8 GB, a exemplo da versão norte-americana do N95, vem sem tampa da câmera (outro item dispensável, já que o botão que abre a lente se enrosca fácil dentro de um bolso de calça, por exemplo). O flash da câmera também mudou de posição. Em testes, não vi muita diferença entre os resultados das duas câmeras, que têm a mesma resolução de 5 megapixels.
Existem ainda diferenças em software entre os dois celulares. Um detalhe curioso é a existência de um editor de vídeo (bem básico) no N95 original (telas à direita e abaixo) e sua ausência no modelo teoricamente mais “moderno”.
Finalmente, um dos acessórios mais importantes para um celular que toca música hoje em dia também mudou: o controle remoto. O do N95 8 GB é mais “magro” que o do original (que, curiosamente, não funciona no N82, mas isso é outra história).
Claro que 8 GB de armazenamento (em memória Flash, sem expansão) versus um cartão microSD de 1 GB (mas expansível) fazem diferença. A troca de arquivos entre o PC e o N95 8 GB ocorre rápido e sem problemas, assim como a sincronização de dados com o Nokia PC Suite.
Os dois celulares estavam rodando o software Nokia Maps 2.0 e eu ainda acho, por experiência própria, que o GPS do N95 original funciona mais rápido para encontrar os satélites. De qualquer modo, esse software de Mapas novo é bem mais veloz para funcionar que sua primeira versão.
Como eu disse lá no começo, o N95 ainda é um telefone que compensa o investimento. Faz vídeos excelentes com qualidade de DVD (640 x 480 a 30 quadros por segundo), toca música, tira boas fotos e tem tudo que é preciso em conectividade: 3G, Bluetooth, Wi-Fi e ainda vem com GPS e software de mapas instalado. Vale pelo preço que vem caindo aos poucos (já custou mais de R$ 2,5 mil, hoje dá para encontrar pelo preço sugerido de R$ 1.499 ou menos, dependendo do plano da operadora).
O N95 8 GB é a melhoria contínua do que foi criado com o N95 original, com uma tela melhor e maior e mais espaço para armazenamento de músicas, fotos e vídeos. Ainda é caro – em torno de R$ 2.199 -, mas vale o investimento, se couber no seu bolso. Ainda mais em tempos que as operadoras começam a inventar de cobrar taxas para reservar o telefone da moda. Vai entender, né?












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