02/07/2009 – 15:35 | Um comentário

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Woz no IDF 2008

Publicado por Mário Nagano em 23/08/2008 – 13:462 comentários

IDF Fall 2008 - Como aconteceu no ano passado, antes do último keynote do evento com Justin Rattner, a Intel realizou um pequeno talk show com Steve Wozniak, que foi entrevistado por Moira Gunn, apresentadora do programa de rádio Tech Nation e BioTech Nation. Foi um papo muito interessante, onde pudemos entender melhor a personalidade dessa lenda viva da computação pessoal.

Talvez o fato mais determinante que direcionou toda a sua carreira profissional foi sua paixão pela eletrônica e seu amor pela profissão de engenheiro que, muitas vezes tem que debandar para as carreiras de marketing e administração para melhorar de vida.

Pessoa extremamente tímida, Woz aprendeu eletrônica por conta própria lendo manuais técnicos e livros da biblioteca. Ele conseguia ver na sua cabeça os sinais trafegando pelos circuitos e a maneira de usá-los em seus projetos.

Essa sua fase da sua vida meio na pindaíba foi importante para o aprendizado de seu ofício, já que com os poucos recursos que dispunha, ele não podia gastar muito em componentes eletrônicos, de modo que ele tinha que tirar o máximo possível de cada peça, o que foi, por sinal, um dos grandes triunfos do Apple I e II, construídos apenas com chips lógicos de prateleira (o que facilitou em muito a vida dos fabricantes de clones). De fato, Woz disse que escreveu o código de máquina de seu interpretador BASIC para Apple literalmente na unha, ou seja, escrevendo os mnemônicos numa folha de papel, imaginando como a linguagem funcionaria em seu computador feito em casa.

Seu talento para projetos de eletrônica era tão grande que ele conseguiu um emprego como engenheiro na divisão de calculadoras da HP mesmo sem um título universitário. Isso parecia ser a solução de seus problemas, já que ele poderia viver de seu ofício na melhor empresa do Vale do Silício e poderia ter sido assim se não fosse pela intervenção de seu amigo Steve Jobs.

Ele comentou entrevista que Jobs sempre pensou grande e sonhava ter uma companhia que criasse produtos capazes de mudar o mundo, e assim ter a fama e o reconhecimento de celebridades como Einstein e Shakespeare. E desde da época em que eram garotos, qualquer coisa realmente interessante que Wozniak inventasse, a primeira reação de Jobs era dizer “vamos vender isso!” De fato, o Apple não foi o primeiro e sim o quarto produto que eles botaram no mercado. A grande sacada dessa parceria era que Woz poderia continuar com sua engenharia enquanto Jobs se encarregava de mudar o mundo.

Assim, Wozniak passou praticamente desapercebido pelas peripécias de Jobs com a administração da Apple, incluindo a sua saída e segunda volta. No início, Woz ficou receoso do seu retorno mas hoje está muito feliz com essa decisão, já que Jobs voltou para fazer o que ele sabe fazer de melhor: motivar as pessoas a criarem ótimos produtos que revolucionam o mercado.

No final da entrevista, Moira disse que tanto ela quando Woz estariam autografando seus respectivos livros no evento. O que se viu depois foi a formação de uma imensa fila que cruzava o Moscone Center em direção a Woz e que, além do autógrafo, dos elogios e da dedicatória personalizada, ainda dava direito a uma foto ao lado do autor (o que fazia com que a fila andasse, por sinal, muuuito devagar).

Moira deve ter se arrependido até seu último fio de cabelo por participar dessa atividade, já que sua mesa (à esquerda) estava literalmente às moscas, enquanto a do seu vizinho pegava fogo. Nada bom para sua auto-estima.

Quase no fim dessa sessão, a fila de Woz baixou para menos de 20 pessoas e tomei coragem para  pegar meu autógrafo, já que, cá entre nós, quando é que terei essa oportunidade de novo?

Adorei sua dedicatória:

Mário Nagano viajou ao IDF a convite da Intel.



2 comentários »

  • O “namoro” com a Kathy era uma jogada de mídia pra chamar atenção pro projeto dela?
    Não sei qual tag dou pra isso, caridade ou pranks. :D

    woz, woz…

  • Sniffer says:

    Utilize a tag “nice legs”. Estaria à altura.
    E Freud explica.

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