A Kodak ZX1, filmadora portátil estilo Flip, não é o modelo mais recente da fabricante americana, mas cumpre bem sua missão: fazer vídeos em alta definição para ver no YouTube. E é resistente a água, olha só.

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Gadget do dia: roteador de código aberto WGR614L

Em setembro, a Netgear lança por aqui o roteador WGR614L compatível com o padrão 802.11b/g de 54 mbps. A empresa descreve o produto como um Roteador de Código Aberto, já que sua plataforma é baseada no Linux e seu firmware pode ser trocado por outra versão escrita/modificada por um terceiro ou mesmo pelo próprio usuário.

Para quem não sabe, muitos equipamentos de rede são pequenos computadores dedicados que rodam alguma versão de Linux. No caso do WGR614L, a grande sacada da empresa foi de tornar essa plataforma aberta, além de fornecer todo o suporte técnico necessário para os interessados em desenvolver aplicações para o produto. Ele já suporta firmwares conhecidos pela comunidade open source, como o Tomato, o DD-WRT e já pode funcionar com o ambiente OpenWRT. A NetGear até mantêm um site específico para esse roteador e sua comunidade se usuários e desenvolvedores: o MyOpenRouter.com.

O WGR614L é certificado para Windows Vista, possui velocidade de processamento de 240 MHz, 4MB de memória flash e 16MB de memória RAM, quatro portas Fast Ethernet e duas antenas, sendo uma interna e outra externa de 2 dBi. Ele mede aproximadamente 17,5 x 2,8 x 11,9 cm (LxAxP) e 260 gramas de peso. Mais informações aqui.

Trivia:


A Netgear não é a primeira empresa a ter um roteador de “código aberto”. O pioneiro (para não dizer aquele que caiu de gaiato nesta história) foi o WRT54G da Linksys, lançado em 2003.

Reza a lenda que alguns membros da comunidade de software livre começam a fuçar no firmware do WRT54G e descobriram que ele possuí­a componentes baseados em Linux. Como a licença de uso desse sistema operacional está sujeito à  GNU General Public License, a Linksys foi pressionada pela comunidade a liberar o código do seu firmware, o que aconteceu em julho do mesmo ano. Assim, os desenvolvedores aprenderam como conversar com os recursos do roteador, permitindo assim ampliar suas funcionalidades e até ensinar truques novos, reescrevendo seu firmware.

O mais curioso é que o firmware do WRT54G também foi até portado para rodar na plataforma x86, de modo que seria tecnicamente possí­vel fazer com que qualquer PC velho funcione como um roteador da Linksys.



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