Num segmento de mercado saturado pela mesmice das plataformas, o Mobii Mini Notebook é o primeiro portátil que chegou aqui ao Zumo equipado com processador Atom 230 e chipset NVidia Ion LE.

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HP reinventa a computação na ponta dos dedos

HP Connecting Your World Berlin 2008 (dia 1) — Durante o keynote de abertura do 1º dia do evento Connect Your World Berlin, a divisão de sistemas pessoais — representado pelos seus principais executivos — fez uma série de anúncios, entre elas a renovação e reestilização da sua linha de notebooks de uso pessoal e corporativo incluindo incluindo um novo Thin & Light Voodoo Envy de 13,3″, um novo monitor de altíssima precisão de cores e preço competitivo, um desktop para gamers e a verdadeira estrelinha do show: um desktop com tela sensível ao toque equipada com uma interface gráfica muito parecida com o smartphone de uma certa empresa com nome de fruta.

Batizado de TouchSmart, o equipamento é um desktop do tipo tudo-em-um, com todo seu circuito integrado na parte de trás da sua generosa tela LCD de 22″ (cujo formato lembra muito os primeiros monitores Apple Cinema LCD), teclado e mouse sem fio e uma ferramenta de software desenvolvida pela própria HP, que cria um ambiente gráfico que possibilita ao usuário navegar pelas diversas aplicações do PC utilizando apenas os dedos.

A beleza desse produto não está somente na idéia – que muitos podem dizer que não é nova – mas sim na maneira como ela foi implementada. Seu monitor LCD recebeu uma placa de vidro cuja superfície é monitorada por câmeras capazes de ler a posição e o movimento dos dedos sobre a superfície, convertendo isso em informações espaciais que podem ser interpretados pelo TouchSmart como comandos de mouse, como selecionar, arrastar e clicar, rolar a tela, marcar uma área, reescalar, etc.

Tive a oportunidade de operar um desses computadores por alguns minutos e a interface gráfica mostrou ser bastante simples, envolvente e, principalmente, intuitiva, já que todos os comandos que fiz na tela reagiram mais ou menos como o esperado — mesmo em aplicações comuns do Windows. Observo que o sucesso nesses primeiros contatos com um novo produto é um momento crítico na aceitação ou desejo de compra do mesmo, já que qualquer dificuldade e/ou comportamento inesperado pode condenar o produto de cara (principalmente entre o público feminino, mais intolerante a falhas no sistema) mas o contrário também pode acontecer, ou seja, amor à primeira vista (caso da maioria dos que experimentaram o produto).

Além disso, ao contrário do iPhone ou do iPod Touch a ampla tela de 22″ wide do TouchSmart permite uma maior interação da interface gráfica com várias pessoas ao mesmo tempo, transformando uma experiência hoje essencialmente individual numa atividade de grupo. Fora isso, depois descobrimos que o sistema também pode aceitar comandos de voz (uia!).

Depois do anúncio, tive a oportunidade de participar com uma mesa redonda com Richard Walker (foto à esquerda), um dos responsáveis pela criação desse projeto e ele nos disse que o TouchSmart pode ser o ponto de partida para toda uma nova linha de produtos, como por exemplo, um monitor LCD com tela sensível ao toque que poderia implementar o uso dessa tecnologia em qualquer computador.

Com relação ao uso do TouchSmart em portáteis (em especial os tablets), o executivo foi um pouco reticente, já que o desenvolvimento de notebooks não está sob sua responsabilidade, entretanto ele explicou que nada impede que isso possa acontecer algum dia, já que a HP é uma empresa bastante aberta em termos de troca de idéias entre seus vários departamentos. De fato, ele comentou que a tecnologia de manipular e mover objetos gráficos sobre uma grande superfície digital plana — como o Microsoft Surface — já tinha sido experimentada com sucesso pela divisão de imaging da HP, mas que a idéia ficou na geladeira por alguns anos já que ninguém tinha uma boa proposta de como transformar aquilo num produto.

Outra possibilidade interessante do TouchSmart é que sua ferramenta de software (que roda sobre o Windows Vista) poderia ser adaptada para funcionar como uma API, permitindo que qualquer desenvolvedor possa criar toda uma nova geração de aplicações baseadas em gestos para uso geral para produtos de consumo ou mesmo em aplicações verticais, como automação comercial e industrial.

Quando perguntei para Walker se ele tinha receio se a concorrência entrasse no mercado com produtos similares ou mesmo cópias descaradas do TouchSmart, ele explicou que a HP se preocupa muito com sua propriedade intelectual e que ele não teme a concorrência que simplesmente copia, já que o melhor que eles podem fazer é exatamente isso, ou seja, “copiar”. A grande vantagem de criar uma tecnologia e ser o primeiro no mercado é saber para onde dar o próximo passo. :^)

Com relação ao produto, ele deve ser lançado nos EUA na faixa dos US$ 1.200 ou mais, dependendo da configuração. Conversando com alguns executivos da HP para a América Latina, já sabemos que o Touchsmart também deve chegar ao Brasil em alguns meses, mas ainda não foi definido alguns detalhes de configuração como memória e disco, assim como o preço.

Mais imagens do TouchSmart (clique nas imagens para ampliá-las):



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