Num segmento de mercado saturado pela mesmice das plataformas, o Mobii Mini Notebook é o primeiro portátil que chegou aqui ao Zumo equipado com processador Atom 230 e chipset NVidia Ion LE.

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A guerra dos nanicos (MMVIII D.C.)

Enquanto a empresa de Santa Clara canta de galo (e até karaokê sem música de fundo) no mundo dos PCs, no redescoberto e aparentemente supervalorizado terreno dos computadores pequenos, baratos e de baixo consumo com acesso à internet, a competição pode não vir de Sunnyvale, muito menos de Cupertino e sim de um pessoal de Taiwan com subsidiária em Austin, no Texas. Estou falando da VIA Technologies que, nas últimas semanas, tem feito uma série de pequenos anúncios muito interessantes que, quando combinados, podem ser o maior concorrente para a plataforma Atom da Intel.

Tudo começou com o VIA PC-1, uma iniciativa de inclusão digital que apóia o desenvolvimento de computadores simples e baratos para projetos de educação e inclusão digital baseados na tecnologia VIA, que nesses últimos anos tem se especializado em placas-mães compactas e processadores x86 de baixo consumo. Esse tipo de iniciativa também resultou em vários produtos comerciais, como a plataforma VIA C-7D que produziu o Green gPC (o desktop de US$ 199) e mais recentemente o Nanobook, notebook leve e de baixo custo cujos representantes mais conhecidos por aqui são o Everex Cloudbook, o HP 1233 Mini-note PC e o Positivo Mobo.

No final de maio, a empresa anunciou a nova microarquiteura VIA Nano (codinome Isaiah), que irá suceder o atual VIA C7. Trata-se do primeiro processador x86 de 64 bits da empresa produzido em 65 nm pela Fujitsu e que, segundo a empresa, possui otimizações capazes de atender as demandas mais exigentes do mercado como processar sinal de HD/Blu-ray, jogar Crysis e até rodar o Windows Vista Premium (uia!).

Inicialmente a empresa colocou no mercado cinco modelos que vão do Nano U2300 de 1,0 GHz (FSB de 800 MHz e TDP de 5 watts) até o Nano L2100 de 1,8 GHz (FSB de 800 MHz e TDP de 25,5 watts). Mais informações aqui.

Depois, foi a vez do VIA OpenBook Mini-note reference design (foto acima), um curioso conceito que poderiámos chamar de “notebook de código aberto”, já que seu projeto básico (em CAD) pode ser utilizado por qualquer desenvolvedor, de acordo com a licença Creative Commons Share Alike 3.0, acelerando assim o desenvolvimento de novos produtos a custos mais reduzidos.

Esse portátil ainda é baseado no processador VIA C7-M com chip set VX800 e possui tela de 8,9″, 1 kg de peso e é capaz de rodar até Windows Vista. Sua aceleradora gráfica é a VIA Chrome9 compatível com DX 9.0 e possui áudio HD e aceleração de vídeo para MPEG-2, MPEG-4, WMV9, VC1 e DiVX. Fora isso o projeto oferece uma grande variedade de opções como suporte para WIMAX, Wi-Fi, leitor de cartões de memória Flash (SD/SDIO/MMC/MS), webcam de 2 MP etc. Especificações mais detalhadas aqui.

Finalmente durante a Computex 2008, no mesmo prédio onde a Intel apresentava sua plataforma Atom, a VIA promoveu um encontro paralelo para mostrar o Mini-ITX 2.0, uma nova especificação de mini placa-mãe com tudo de bom e de novo que a empresa pode oferecer num padrão de formato compatível com a atual padrão Mini-ITX (17 x 17 cm), posicionando-se assim como a evolução natural do Via C7.

A nova placa já virá com o processador VIA Nano, porta VGA com opção de uso de HDMI por meio de cartão de expansão, circuito de som de 6 canais, dois conectores SATA + um PATA, pelo menos quatro portas USB 2.0, porta de rede Gigabit Ethernet e um slot PCI-Express x16. Saiba mais aqui.

Uma das revelações mais interessantes desse anúncio é que como as aceleradoras gráficas da VIA só suportam DX 9 — o que poderia ser um empecilho para rodar as versões Premium do Windows Vista — a empresa também revelou um acordo de colaboração com a NVidia (uia!) para desenvolver soluções gráficas para a nova plataforma. Assim, as novas Mini-ITX 2.0 poderão contar com aceleradoras gráficas da NVidia com DX10 por meio de plaquinhas opcionais.

Como disse no início dessa nota, juntando tudo isso, a VIA montou um formidável arsenal para bater de frente com a plataforma Atom da Intel e, de fato, as primeiras pedradas já voaram lá da Computex (clique nas telas para ampliá-las):

E isso é só o começo. Aguardemos o desenrolar dessa história nos próximos capítulos… ;^)



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