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Bossa Conference: primeiras impressões

17032008612.jpgComo eu disse aí embaixo, começou hoje a Bossa Conference 2008. Um fator importante: é sobre software open source e e plataformas móveis embarcadas.

São apenas 250 vagas (pelo que vi no balcão de registro, só 11 pessoas não apareceram ainda até agora). É gente selecionada a dedo para aprender e compartilhar conhecimento no mundo mobile. Três carros-chefe do Instituto Nokia de Tecnologia aparecem nos banners: Mamona, Canola2 e Carman (assuntos que rendem outros posts).

Existe, entretanto, uma diferença no ar. Por ter as palavras “open source” no tema, ainda bem que não há radicalismos por aqui. A idéia é sempre criar produtos a partir do conceito de “concept + design”, não tecnologia por tecnologia simplesmente. Por isso produtos como o Canola2 podem ser tão interessantes e aproveitar ao máximo do hardware.

Mas como o Instituto Nokia de Tecnologia consegue viver, na teoria, em uma relação ligada a dois mundos – o de criar projetos para a própria Nokia e o de se interligar à comunidade open source e, efetivamente, abrir o código dos projetos?

“Já aconteceu de termos projetos fechados para a Nokia e que foram mantidos fechados. E temos projetos open source que não tem como fechar, é sempre uma equação a resolver”, diz Sandro Alves, diretor do Indt. “Temos demanda também da comunidade, que precisa ser devolvida em forma de open source, já que ela também é cliente, de certo modo”, afirma.

Vide o projeto Maemo, sistema operacional baseado em Linux que move os internet tablets (até agora não ouvi a palavra “celular” por aqui), que recebe colaborações da equipe do Indt.

O instituto também tem a função de fomentar o desenvolvimento de novos profissionais, com parcerias com universidades em todo o Brasil. “Acabamos ajudando o empreendedorismo, um estudante de hoje pode ser um fornecedor amanhã”, diz.

Agora vou falar com um pessoal de OpenMoko e já volto.



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