27 Feb
Escrito por Henrique Martin em Celulares, Design, Inclusão digital
A Nokia também apresentou hoje o resultado de um estudo feito no Rio de Janeiro na favela do Jacarezinho, como parte de uma pesquisa global.
A sul-coreana Yonghee Jung, do time de “antropólogos do design” da Nokia, falou sobre os desafios de criar celulares - e pensar em zonas de tempo que variam de três a 15 anos para materializar um produto - para mais de 3,1 bilhões de terráqueos que têm um celular, e cada um deles (cliente Nokia ou não) pensa diferente.
O estudo “Future Urban” foi feito em três comunidades carentes nas seguintes cidades: Mumbai, na Ãndia; Rio de Janeiro, no Brasil; e Accra, em Gana, com três focos distintos: pesquisa etnográfica (passando o dia na companhia de moradores ou visitando pessoas) envolvendo moradores (com a primeira pergunta quase sempre sendo “onde está o seu celular?) e um processo de “engajamento comunitário”, pedindo aos moradores que digam o que eles querem ter no seu telefone.
“Tá na hora de fazer o seu telefone celular” foi o tema usado no Rio, com 80 moradores que foram acompanhados por distintos perÃodos de tempo, mais 300 que responderam à pesquisa de rua.
Jung falou dos resultados etnográficos do chamado acima, e alguns resultados foram no mÃnimo inusitados.
Os pesquisadores pedem que os moradores desenhem os celulares de acordo com suas principais necessidades: de lá saÃram idéias de celulares ecológicos (que medem poluição do ar, água e o buraco na camada de ozônio); multimÃdia (com filmadora, câmera, iPod, comandos de voz…); voltados à moda (com espelhos para “retocar a maquiagem”); com TV integrada (para atrair mais passageiros ao meio de transporte de seu criador) e até com uma câmera integrada para as mães poderem monitorar “crianças de longe”. Idéias para criar o celular do futuro, ou ao menos deixá-lo mais com a cara de cada local.
OK, mas o que esse tipo de pesquisa influencia no design final?
Jung citou três exemplos: os celulares 1200/1208, que comportam múltiplas agendas de contatos (pedidos dos mercados indiano e africano, que usam um celular compartilhado por famÃlia ou vila); o Nokia 6300, com luzes integradas na lateral do aparelho (reclamação de mulheres que perdiam o telefone na bolsa e não conseguiam achar) e, finalmente, o 8800 Arte, que atua como dublê de relógio e, também voltado ao público feminino, permite que se silencie o telefone numa reunião apenas virando-o com a tela para baixo - bem útil quando se esquece de mudar o perfil do toque do celular.
Em tempo: como fazer uma pesquisa dentro de uma favela e lidar com a questão da segurança? Jung conta que antes de vir ao Rio recebeu DVDs de “Cidade de Deus” de alguns amigos, mas que não presenciou experiências relacionadas à violência durante o estudo. “O trabalho é sempre feito com uma equipe local, criamos relações de confiança”, afirmou.
Zumo viajou ao Rio a convite da Nokia
2 comentários
netcetera « nanomÃdia
27 February, 2008 às 11:44 am
1[...] Produtos gratuitos são o futuro dos negócios Quem manda nas redes sociais Música no celular Celular na favela: o que sai de lá? Números enormes: aà vem a TI do [...]
Roberto de Castro
11 June, 2008 às 12:20 am
2eu sou o vencedor do Concurso Nokia Future Urban
gostaria de saber se por ventura darão seguimento a este projeto por favor entre em contato pelo e-mail supracitado ou pelo cel:96842903
Feed RSS para os comentários deste artigo · URL para trackback
Deixe um comentário
Posts recentes
Arquivos
Categorias
Nuvem de tags
3G 2133 AMD android Apple asus atom celular Centrino 2 Dell download eeePC fotografia freeware Freewares gadget Google HP Intel Internet iphone lenovo lg linux Microsoft mobo motorola N95 netbook nokia notebook NVidia panasonic philips positivo Review samsung Sony tim TV digital usb Vídeo Vista yahoo! zumo