Num segmento de mercado saturado pela mesmice das plataformas, o Mobii Mini Notebook é o primeiro portátil que chegou aqui ao Zumo equipado com processador Atom 230 e chipset NVidia Ion LE.

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Review: Compaq Presario C725BR

c700_front.jpg

No início deste mês, a HP Brasil anunciou a nova linha de portáteis Compaq Presario série c700, equipada com processadores Intel de última geração, 512 MB de memória DDR2 667 MHz, gravador de DVD dual layer e Windows Vista Home Basic. A exceção fica por conta do modelo de entrada C710BR, que vem com unidade de CD-RW/DVD combo e Linux pré-instalado.

Segundo a empresa, ao contrário de outras geografias onde ele nunca saiu do mercado, a linha Compaq Presario volta ao país para complementar a linha HP Pavilion como modelos de entrada, mais indicados para os chamados “usuários de primeira compra” — consumidores que nunca tiveram um notebook para uso pessoal e gostariam de ter algo que atenda às suas necessidades por um preço que eles possam pagar (não necessariamente nessa ordem).

Sob esse ponto de vista, a linha C700 apresenta uma intrigante combinação de características que lembram muito um carro de frota, ou seja, acabamento simples e despojado com disposição para enfrentar qualquer parada, seja em casa, na escola, no escritório ou na rua. Quem preferir algo mais cheio de cores, cromados e itens de lazer podem se sentir mais a vontade com a linha HP Pavilion, especialmente voltada para entretenimento digital.

O Zumo teve acesso ao modelo C725BR, um modelo intermediário equipado com o novo processador Pentium Dual Core T2310 de 1,46 GHz que, ao contrário do Pentium D “Presler”, é baseado no Core 2 Duo, porém com apenas 1 MB de cache L2.

c700_gabinete.jpgAo contrário dos Pavilion, a cor predominante da linha C700 — tanto por dentro quanto por fora — é o preto. Seu gabinete externo é de plástico fosco, um acabamento que, na minha opinião, é mais adequado para uso intenso e maus tratos do que o belo (e irritantemente sensível) Black Piano, muito popular nos dias de hoje.

c700_ledsa.jpgA sensação de frugalidade também pode ser sentida no interior do C725: nenhum botão de atalho além do essencial (liga/desliga e controle do Wi-Fi), LEDs de estado pequenos e de pouco brilho, ao ponto de deixar passar despercebido certos detalhes como os indicadores de Caps Lock e Num Lock. Curiosamente, o brilho mais intenso vem do seu conector de força, que mostra que o portátil está sendo alimentado pela rede elétrica. Uma grande sacada, diga-se de passagem.

Nas laterais do portátil, vemos somente o gravador de DVD, três portas USB 2.0, modem, rede Fast Ethernet (10/100 mbps), som, S-Video, SVGA e nenhum slot para cara cartão de memória flash ou PCMCIA.

c700_componentes.jpgA boa notícia é que embaixo de toda essa discrição, esconde-se uma plataforma bastante moderna — já baseada no Santa Rosa — com seu chipset móvel Intel 965 Express, aceleradora gráfica GMA X1300 (64 MB de memória compartilhada) e processador Pentium Dual Core. Ele só não pode ser considerado um Centrino Duo porque sua interface Wi-Fi 802.11b/g é da Broadcomm e não da empresa de Santa Clara.

Na parte de baixo do portátil, temos acesso à sua bateria de íons de lítio de seis células e 47 Wh e os compartimentos que abrigam o disco rígido SATA de 5.400 rpm e 80 GB, o cartão PCI-mini Wi-Fi e os slots para os pentes de memória, sendo que um deles ocupado por um módulo de 512 MB SODIMM DDR2 de 667 MHz.

c700_touchpad.jpgComo está se tornando comum no mercado, sua tela é do tipo wide de 15,4″ WXGA com resolução nativa de 1.280 x 800 pixels e acabamento brilhante. A largura do portátil permite o uso de um teclado (padrão ABNT 2) amplo e bem confortável. Um recurso muito interessante herdado dos Pavilion é seu touchpad com função de scroll nas laterais e um controle que permite desativá-lo quando usamos um mouse externo.

Por causa disso, o C725BR não pode ser considerado um equipamento leve (2,9 kg) nem compacto, medindo aproximadamente 25,7 x 4,0 x 35,7 cm (LxAxP, fechado).

Sob testes

Como vimos no teste do Lenovo C200, o sistema operacional que acompanha o produto é o Windows Vista Home Basic, uma solução que consideramos meio pesada para um portátil com apenas 512 MB de RAM.

Nos testes realizados com o PCMark’05, obtivemos uma média de 2.684 pontos no seu índice geral e 2,0 pontos no índice de experiência do Windows Vista. Quando expandimos sua memória interna para 1.024 MB a média do PCMark’05 saltou para 3.189 pontos (+18%) e o índice de experiência saltou para 3,1 pontos (+55%).

Fizemos o mesmo com o AutoGK 2.40: para converter nosso DVD de referência num arquivo AVI de 640 MB, o C725BR levou aproximadamente 2h30m32s com 512 MB de RAM e 2h27m41s com 1.024 MB de RAM. Nesse caso, não vimos muito ganho em termos de desempenho.

Como a HP não dá suporte para Windows XP em seus portáteis de linha para o consumidor final, até tentamos — mas não conseguimos realizar — boa parte de nossos testes de rotina no C725BR feitos no Windows XP, entre eles o Sysmark 2004 SE e o MobileMark 2002, este último usado para avaliar a autonomia do portátil. No seu lugar, tive que utilizar o Battery Eater 05, um teste sintético que mede o tempo de descarga da bateria por meio de rotinas gráficas.

Na média, o C725BR trabalhou a todo vapor por 1h7m38s, valor que pode ser até um pouco maior na vida real, mas que, em termos absolutos, é um resultado modesto na minha opinião. Isso também me leva a concluir que esse modelo estaria mais para um desktop replacement do que um equipamento mais voltado para mobilidade.

Conclusões

Se respeitarmos tais limitações, considero o C725BR uma solução interessante para usuários domésticos, estudantes e profissionais liberais que precisam de algo simples e prático para suas necessidades diárias de computação. Seu visual simples e utilitário o coloca junto com outras soluções, em especial dos portáteis da linha Dell Vostro, cuja proposta é bem semelhante: oferecer capacidade de processamento na medida e sem muita frescura, com suporte e garantia de uma grande empresa do mercado por um preço camarada.

Mas como no caso do Lenovo 3000 C200, recomendamos que caso o usuário opte pelo C725BR, o mesmo deveria considerar seriamente o upgrade para 1.024 MB de RAM, já que o downgrade para o XP pode ser uma jornada bem mais complexa e penosa.

Digo isso por experiência própria. ;^)

Resumo: Compaq Presario V725BR
O que é isso? — Notebook para uso geral baseado na tecnologia Móvel Santa Rosa (Centrino Duo).
O que é legal? — Ótimo conjunto de recursos para um modelo de entrada.
O que é imoral? — Desempenho modesto da bateria. Não possui slot para cartão de memória flash, nem PCMCIA.
O que mais? — O equipamento sofre um pouco com o Windows Vista. Considere o upgrade para 1 GB de RAM.
Avaliação: 3,5 (de 5,0).

Preço sugerido: R$ 2.199.
Onde encontrar: www.hp.com.br



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