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A Intel, em parceria com a CCE, oficializou ontem a entrega de 24 novos computadores ao laboratório de informática do Projeto Clicar, que fica dentro da Estação Ciência, um centro de difusão científica, tecnológica e cultural localizado na cidade de São Paulo. O Zumo esteve lá.

Os novos desktops vieram para substituir antigos modelos da Microtec — também doados pela Intel — que resistiram bravamente à jornada de trabalho nos últimos dez anos e que agora fazem companhia a outros cavalos de batalha, como os ThinkCentre doados pela IBM e Macs que vieram diretamente da Apple com a ajuda do governo americano.

clicar_geral.JPGPara quem não conhece, o Projeto Clicar é um programa de inclusão social que atende diariamente até 40 crianças e adolescentes que vivem em situação de risco social e pessoal.

Eles entram espontaneamente na Estação Ciência e se envolvem em atividades de educação não-formal, que podem ir de um simples como pintura com guache, até coisas mais complexas, onde o computador entra como meio e fim. O PC se torna uma ferramenta para pesquisar informações, tratar de imagens ou mesmo editar vídeo, ou coisas mais informais como jogar ou trocar mensagens na web.

Um bom exemplo de atividade é um quebra-cabeça criado pelas crianças do próprio projeto e que hoje é usado como atividade pela própria instituição.

clicar_intel_comunidade.JPGTodas essas atividades contam com a supervisão e coordenação de orientadores do Projeto e até de voluntários, incluindo funcionários da própria Intel que participam do projeto de voluntariado, recentemente implementado da empresa e coordenado por Rosângela Melatto, atual gerente de projetos de educação da Intel.

Maria Cecília Toloza, uma das coordenadoras do projeto, explica que os computadores são um grande atrativo para as crianças, mas que existe uma grande preocupação de seu grupo em mantê-las protegidas do lado nocivo da rede, monitorando constantemente o que cada criança acessa.

Ela citou o curioso caso de duas crianças — uma delas bem pequena — que estavam acessando o sistema de mensagens e o mais velho, estava ensinando seu colega menor literalmente a localizar e reconhecer as letras para escrever no teclado.

A inauguração desses equipamentos contou com a presença de representantes da Estação Ciência e do departamento cultural dos EUA e dos patrocinadores do projeto, sendo que o ponto alto seria a visita de Craig Barrett, que está no Brasil.

Infelizmente, com a chuva que desabou ontem na cidade de São Paulo, o atual presidente do conselho da Intel experimentou um fenômeno típico paulista: ele ficou preso no trânsito e teve que abrir mão da visita para cumprir o resto de sua apertada agenda. Algo que ele, como ex-professor, não deve ter gostado muito. C’est la vie.

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