In RainbowsPrimeiro, a teoria da conspiração: paguei, anteontem, 5 libras pelo novo disco do Radiohead. Recebi o link para download hoje cedo, baixei rapidinho, ouvi, gostei.

Pelo menos dois conhecidos que compraram ontem e pagaram menos (0,5 e 1 libra, respectivamente) não receberam os links até agora. E o site para compras está congestionado. Ou será que quem comprou antes recebeu antes?

Agora, a parte séria. Conversei com o Felipe Llerena, do iMusica, sobre a “questão Radiohead’. (o iMusica anunciou alguns dias atrás uma parceria com Nokia e Claro para lojas online de música digital no celular para o Brasil e América Latina. A idéia é recuperar o velho e bom comprador de discos, o adolescente impulsivo, que terá no celular uma nova plataforma para compra sem precisar usar o cartão de crédito - vai direto para a conta mesmo).

“Um plano desses só funciona com uma banda estourada como o Radiohead. Se a ‘Felipe Band’ lançar um disco amanhã, ninguém vai comprar. Tem que ser um grupo querido e desejado”, diz o executivo. Tem toda lógica. “Mas vamos ver daqui a dois dias se a febre de vendas não baixa e vai todo mundo pro P2P?” (é, nem precisa esperar, já está). Depende também do tipo de público - Llerena acredita que um artista grande como, bem, Daniel, não daria certo num modelo desses. “Quem sabe não é uma audiência mais pro celular?” - porém uma Marisa Monte vendendo downloads independentemente poderia funcionar. “É muito mais simples comprar do artista, mas vamos ver o que vai dar.”

Llerena deixa duas questões para o futuro: 1) se o Radiohead vai liberar um ranking de países que mais compraram e 2) se a experiência (notadamente no Brasil) serve pra quebrar a tal barreira do cartão de crédito internacional. É esperar para ver.