As novas faces do papel digital
Pós-IDF 2007 San Francisco: Assim como as células de combustÃvel, outra tecnologia que deu as caras no showcase do IDF 2007 foi o papel digital da E-Ink. A empresa já colocou no mercado produtos muito interessantes e que podem, no futuro, competir em certas aplicações com o OLED e até mesmo o bom e velho LCD.
Para quem não sabe, o visor do celular Motofone F3 da Motorola não é um LCD, e sim papel digital da E-Ink.
A tecnologia de papel digital já está sendo pesquisada e desenvolvida há vários anos por empresas que utilizam diferentes abordagens para gerar imagens. No caso da E-Ink, seu princÃpio de funcionamento baseia-se em microesferas pretas ou brancas aprisionadas dentro de um meio lÃquido, que reagem de maneira diferente de acordo com sua cor e a carga elétrica aplicada na superfÃcie da tela.
Assim, para formar um ponto de imagem, é aplicada uma carga positiva na parte de cima da tela, o que faz com que as microesferas pretas subam para a superfÃcie e as brancas desçam para o fundo, gerando um pixel escuro. Quando aplicado uma carga positiva, o processo é o inverso: as microesferas pretas descem e as brancas sobem formando um pixel claro. O mais interessante é saber que já é possÃvel controlar um certo número de esferas brancas e pretas na superfÃcie, o que permite criar tons de cinza, abrindo caminhos para a geração de imagens de alta resolução.
Uma das caracterÃsticas mais atraentes do papel digital é que a energia só é usada para formar a imagem na tela, mas não é necessária para mantê-la, o que torna essa tecnologia imbatÃvel em termos de consumo de bateria.
Em contrapartida, assim como o papel convencional, ele não emite luz, de modo que sua visibilidade é ótima em ambientes claros ou mesmo sob a luz direta do sol, mas dependerá de algum sistema de iluminação para funcionar em ambientes mais escuros.
Na demonstração que vi no showcase, foram mostrados displays de vários tamanhos e até alguns produtos comerciais, como o Sony Reader (imagem à direita). Entretanto, o que mais me chamou a atenção foram os protótipos das telas em cores que utilizam filtros coloridos para produzir subpixels em RGB como nos LCDs convencionais.
Em outra demonstração, a tela apresentava o filme de animação Carros, da Pixar.
Em ambos os casos, tanto a qualidade de imagem quanto o tempo de resposta eram regulares passando pelo sofrÃvel, mas eles mostram os novos caminhos que o papel eletrônico está tomando, de modo que não me surpreenderia em ver esse tipo de tecnologia em etiquetas de preços em supermercados, telas de notebooks e até mesmo anúncios de publicidade do tamanho de uma parede.
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