16 Apr
Escrito por Rafael Rigues em Apple, Hardware, Notícias, Software, Áudio
Nas últimas semanas tenho ouvido falar bastante sobre um tal “vÃrus para iPod”, descoberto pelo Kaspersky Lab. A praga, chamada Podloso ou Oslo, seria a primeira do gênero e o sensacionalismo ao redor de sua criação é tal que as pessoas estão começando a acreditar que existe um perigo real. Ontem um amigo veio me pedir ajuda, com medo de perder todas as suas músicas. OK, vamos respirar fundo. Pronto? Então repitam comigo “não existe vÃrus para o iPod, não existe vÃrus para o iPod…”.
“Como assim, não existe?”, você pergunta. O Kaspersky Lab está errado? Bom, nem tanto. No press release eles mencionam: Podloso is a proof of concept program which does not pose a real threat. Ou seja, o que eles encontraram não foi um “vÃrus” tradicional, daqueles que se espalha sozinho e infecta automaticamente tudo o que encontra pela frente. O que foi descoberto foi uma “prova de conceito”, ou seja, um programinha escrito para provar que, dadas certas condições, é possÃvel infectar o player da Apple com um programa semelhante a um vÃrus. E quais condições? Bom, aqui é que a história começa a ficar interessante. Para seu iPod estar em risco, você precisa:

Entenderam? O vÃrus não se espalha sozinho e é incapaz de afetar um iPod, qualquer modelo, a não ser que você troque o sistema operacional e o execute manualmente. Você tem que praticamente pedir para ser infectado. No mundo real, o número de vÃtimas deste “vÃrus” é um número inteiro muito pequeno tendendo a zero. É como aquela piada do vÃrus português:
Olá !
Sou o primeiro vÃrus português.
Como nós portugueses não temos experiência em programação, este vÃrus trabalha baseado num sistema de CONFIANÇA.
Por favor: envie essa mensagem a todos os membros de sua lista de e-mail e apague todos os arquivos de seu disco rÃgido manualmente .
Obrigado por sua colaboração,
Manoel I love You.
Mas se o vÃrus não é de nada, porque a Kaspersky fez tanto barulho? Simples, para se gabar. Com 100 milhões de iPods espalhados pelo mundo, ser o primeiro a descobrir uma “ameaça” a um mercado tão grande é um item e tanto para o currÃculo. É como os famosos “vÃrus de celular”, alardeados constantemente pelas empresas de segurança: o único que realmente foi encontrado à solta foi o Cabir, que se espalhava por Bluetooth e o máximo que fazia era mostrar a mensagem “Caribe” na tela do aparelho. Mesmo assim sempre tem uma empresa alardeando uma nova ameaça para chamar a atenção.
Devo reconhecer que a imprensa também tem sua parcela de culpa. Afinal os repórters recebem o release, ignoram a parte que diz que o vÃrus não é perigoso, lêem apenas a linha “Kaspersky descobre o primeiro vÃrus para o iPod” e pensam: Furo!
Resumindo: podem continuar a plugar seus iPods no micro e transferir músicas e arquivos sem preocupação. Não há nada a temer.
Um comentário
N-genhocas
19 December, 2007 às 9:01 pm
1Ganda Moral XD!! era capaz de apostar que foram eles k o inventaram ^^
XDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD
N-genhocas
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